Noticias

Único sobrevivente do quarteto da morte, João Maria da Silva revela segredos macabros.
Sérgio Costa 09/05/2015 às 15h46 – Atualizada em 19/08/2017 às 23h34

O início dos anos 80 ficou marcado na crônica policial pela presença real do crime incorporada em quatro personagens que em pouco tempo se tornaram o principal motivo de medo para a pacata população de Natal. Até então, só se tinha ouvido falar no bandido “Baracho”, conhecido como matador de taxistas, e o caseiro “Vilarim”, autor da chacina de Capim Macio. No entanto, a cidade ainda não conhecia de fato o que muitos chamaram na época de “os malassombros da sexta-feira”.

Saídos do bairro Cidade da Esperança os jovens conhecidos como Paulo Queixada, Edilson Gavião, Valdetário e João Maria, o “Coquinho” realizaram um pacto e deram início a uma série de roubos e assassinatos que logo vieram à tona e lotaram as páginas dos principais jornais da época com sangue e histórias cruéis. Agiam apenas nas madrugadas das sextas-feiras e sábados e tinham como alvo qualquer pessoa que se deparasse com eles nas ruas escuras da cidade.

De todo o bando um se destacava pela frieza e naturalidade com que tratava a morte, Paulo Nicácio da Silva, o “Paulo Queixada”. Existem relatos que dão conta que o jovem poliglota e apreciador de revistas em quadrinhos, tinha prazer em matar. De posse de uma afiada faca peixeira, ele não poupava nem mendigos que dormiam nas fechadas das poucas lojas do centro comercial de Natal, sempre depois que furava o peito e o pescoço de suas vítimas Paulo se ajoelhava e olhando para o corpo ainda se debatendo, fazia o sinal da cruz e sorria.

Mas o bando passou a ser unanimemente conhecido em uma madrugada de sábado de 1983. O plano de Paulo Queixada, Edilson Gavião e Coquinho era forjar um roubo e no meio da ação executar Valdetário, que passou a ser motivo de preocupação para a quadrilha devido as suas atitudes autoritárias com os demais. Mas o plano não deu certo, muito pelo contrário, foi na verdade o princípio do fim da liberdade dos quatro.

Estava indo tudo certo, o bando encontrou suas vítimas, um médico e uma enfermeira que saiam de um plantão e trafegavam em uma estrada no campus universitário, foi anunciado o assalto, mas em um determinado momento, por uma razão ainda desconhecida, Valdetário chamou pelo nome de Paulo, o que era extremamente proibido durante uma ação criminosa.

O médico ouviu e ofereceu dinheiro para não ser morto. Imediatamente, Paulo Queixada armado com um revólver disparou três vezes contra o Dr. Chiquinho, como era conhecida a vítima. Em seguida, Edilson e Valdetário estupraram e mataram a enfermeira que se chamava Silvana.

Na manhã seguinte, por causa da repercussão, todos os envolvidos estavam presos e em poucos meses condenados a viver a maior parte da vida na Colônia Penal Dr. João Chaves e por muito tempo estabeleceram lá uma nova ordem do cárcere. O presídio agora tinha rei e se chamava Paulo Queixada. O poder do bando dentro da João Chaves perdeu força, mas Paulo continuou com sua fome de matar. Durante o tempo que ficou dentro do famigerado “Caldeirão do Diabo”, ele matou 13 pessoas antes de ser esquartejado por um companheiro de cela. Valdetário e Edilson Gavião acabaram assassinados por desafetos também na prisão. Com isso, só permaneceu vivo para contar o que viu, João Maria da Silva, o “Coquinho”.

Foi na sala do diretor do Presídio Estadual de Parnamirim, o PEP, onde cumpre uma pena de 105 anos, que João relatou toda essa história de violência vivida por ele e seus comparsas. Falou com detalhes as experiências com o crime e confessou dois assassinatos, além de dezenas de roubos que ele mesmo disse ter perdido as contas. O homem de 49 anos que conheceu a prisão aos 18, o único que Paulo defendia do bando e por esse motivo permitia que João testemunhasse o que poucos tiveram a chance.

Coquinho, hoje com 49 anos, espera liberdade.
Portal BO –João, o que era o Caldeirão do Diabo?
João Maria – Era um inferno, vivia ali somente quem tinha mesmo estômago e nervos. Convivi com a morte lado a lado e com cenas que até hoje me perturbam e tiram meu sono.

Portal BO – Que cenas tão fortes foram essas que ainda te incomodam até hoje?
João Maria – (Risos) Foram muitas, tantas que não sei nem por onde começar, mas quando um preso se tornava inimigo de todos por causa de uma traição ele era decapitado e cabeça servia de bola de futebol, um pavilhão inteiro chutava a cabeça do traidor por horas. Eu também participava.

Portal BO – Como era a sua relação com Paulo Queixada?
João Maria – Nunca tive problemas com Paulo, ele sempre me respeitou e eu também o respeitei. Vi com meus próprios olhos os 13 assassinatos cometidos por ele na cadeia e testemunhei várias vezes ele encher um copo americano do sangue da vítima e beber, isso aconteceu várias vezes. Paulo tinha um pacto com o diabo, enquanto outros presos liam a turma da Mônica em revistinhas em quadrinhos ele lia “Brasinha”, em que o personagem era um capetinha.

Portal BO – Você lembra do dia da morte de Paulo?
João Maria – Foi um dia diferente de todos que passei naquele lugar, eu já tinha visto de tudo, mas nunca tinha passado pela experiência de algo sobrenatural. Paulo já estava morto dentro de uma cela quando eu o vi passar por mim, me oferecer um cigarro e sair pela porta da frente sem que ninguém o impedisse. Nunca me esqueço daquela cena, Paulo estava pálido, me olhou do portão e foi embora, minutos depois, um carcereiro me levou a cela onde ele estava esquartejado, foi a imagem mais terrível que vi.

Portal BO – Depois de tudo que aconteceu em sua vida, quem é João Maria da Silva hoje?
João Maria – Um homem que á pagou pelos erros e merece a liberdade, um homem que assumiu tudo, foi condenado e respondeu, mas que agora quer a chance de viver como uma pessoa comum. Tenho uma filha que conheci na cadeia depois de 30 anos e acredito que a justiça depois desse tempo todo deve repensar meu caso e me deixar viver livre, afinal, já cumpri 30 anos.

João Maria da Silva, o “Coquinho’’, terá uma avaliação de pena em 2018. O presidiário teve a oportunidade de responder em liberdade no ano de 2001, mas acabou preso mais uma vez por tentativa de homicídio.

Noticias

A Prefeitura de Mossoró, por meio da Secretaria Municipal de Segurança, discute a intenção de assinatura de termo de cooperação técnica com o Governo do Estado para integração entre as forças de segurança. A reunião ocorreu em Natal.

O encontro contou com as presenças do secretário municipal de Segurança Pública, Sócrates Vieira, além da secretária estadual de Segurança, Sheila Freitas, entre outros representantes da pasta. O objetivo é que as ações sejam realizadas de forma conjunta incluindo Guarda Civil Municipal, Trânsito, Polícia Militar, Polícia Civil, ITEP e Corpo de Bombeiros para gerenciamento e atendimento de despachos e ocorrências via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP). “A intenção é dar agilidade no atendimento às ocorrências, facilitando o acesso da população e o melhor emprego operacional dos agentes de segurança do município”, informa Sócrates.

Na reunião também foi discutido o uso da tecnologia de rádio digital, além da atuação via georreferenciamento de todas as viaturas e equipes disponíveis em Mossoró. “A Prefeitura está em processo de aquisição dos rádios digitais que vai otimizar o trabalho dos agentes de segurança municipais”, conclui o secretário.

Noticias

Os suspeitos foram localizados e presos no Conjunto Jardim das Palmeiras na região das Malvinas pela Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas “Rocam” e de acordo com o Fiscal de Operações do 12º BPM, Sgt Renixon, os policiais encontraram cartazes com salve da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, “PCC” facção criminosa que atua na área seria responsável pela ordem dos ataques.

Dois dos terroristas são menores de idade e nem vão poder aparecer nas imagens e nem seus nomes.

Os outros envolvidos são Renato Dantas de Souza, conhecido como ” Paulista” de 50 anos de idade. Ele seria o líder da facção criminosa e responsável para comandar o ato terrorista.

O outro suspeito é Andrew Willians Santiago da Silva, de 21 anos, preso de justiça, liberado com uso de tornozeleira eletrônica. Ele foi liberado da prisão há poucos dias e foi pego com uma motocicleta Honda com queixa de roubo

Homicídios

Leonardo Silva do Nascimento de 20 anos foi encontrado morto dentro de casa com um tiro na cabeça. Segundo a necropsia a posição do disparo não é compatível com suicídio. O Delegado de homicídios solicitou ao Itep outros procedimentos para identificar a possível distancia e a presença de vestígios de chumbo nas mãos da vitima para finalizar o caso.

No ultimo dia 03 de maio, a policia foi acionada com a informação de uma pessoa morta por suicídio, na Rua Joaquim Nabuco, próximo a Praça da Pirâmide, no bairro Belo Horizonte em Mossoró. Leonardo Silva do Nascimento de 20 anos de idade foi encontrado morto com um tiro na cabeça e a arma utilizada ao lado do corpo, levando a crer que o mesmo teria se matado.

A equipe de plantão no Instituto Técnico-Cientifico de Pericia, “Itep” foi acionada e depois dos procedimentos no local, o corpo foi removido para os procedimentos no setor do Medicina Legal, do Itep.

A principio, a necropsia apontou como causa da morte de Leonardo “Traumatismo Cranioencefalico por ferimentos perfurocontundentes produzidos por projetil de arma de fogo”. Segundo informações, a equipe de legistas teria informado a Delegacia que o ferimento não era compatível com um disparo provocado pela própria vitima.

O caso já está sendo tratado pela policia como crime de homicídio, mas a principal testemunha, a mulher que vivia e estava em casa com a vitima, deveria ter se apresentado na Delegacia de homicídios na semana passada, para prestar esclarecimentos, mas apresentou um atestado de saúde e prometeu se apresentar na delegacia na terça feira passada, dia 15 de maio.

Segundo informações, a mulher fugiu sem comunicar ao delegado, Rafael Arraes, que aguarda o resultado do exame de residogramas, para concluir a ocorrência e se for o caso pedir na Justiça a prisão da tal mulher.

 

Homicídios

Depois de 09 dias de uma aparente trégua na violência homicida a cidade de Mossoró voltou a registrar mais uma morte violenta provocada por disparos de arma de fogo. Wemeson Leocádio da Silva, cabeleireiro de 19 anos de idade, foi morto a tiros dentro de casa na Rua Benjamim Soares Cardoso, no Abolição V, por volta das 03h da tarde de hoje, 12 de maio.

Segundo informações da policia, Wemeson foi abordado na rua por dois criminosos que chegaram numa motocicleta roubada. Ele ainda tentou escapar da morte correndo pra dentro de casa, mas foi alcançado e morto na sala da residência da família.

Quando tentavam fugir, segundo informações, os elementos trocaram tiros com um popular que passava pelo local, abandonaram a motocicleta e tomaram outra para fugir do local do crime.

A família informou a policia que Wemeson havia sido acusado e preso por envolvimento no roubo de uma motocicleta. Como na época o seu companheiro, também preso, assumiu o roubo, Wemeson foi colocado em liberdade, mas segundo informações, ele vinha recebendo ameaças de morte, inclusive a família vivia pedindo pra que o mesmo fosse embora do bairro, mas ele vinha resistindo.

Homicídios

Bruno Bezerra Paz Martins, Marceneiro de 30 anos de idade, residente na Rua Senhor Tavares no Abolição II e seu Sandro Souza Martins, também Marceneiro de 51 anos, residente na Rua Manoel Martins, no Santa Delmira, foram baleados numa serraria da família localizada no cruzamento das Ruas Ferreira Itajubá com Seis de Janeiro, próximo ao Centro Supletivo no bairro Santo Antônio em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Segundo informações, dois elementos invadiram a serraria para matar Bruno, que foi alvejado varias vezes e morreu a caminho do Hospital Regional Tarcísio Maia.

Seu pai, Sandro, teria sido baleado ao tentar evitar a morte do filho. Sandro também foi socorrido para o Tarcísio Maia e aparentemente não corre riscos de morrer.

A Polícia informou que Bruno, o filho, teve seu nome envolvido num homicídio, ocorrido em outubro de 2014, no Bairro Doze Anos. A vítima foi Matheus Carvalho dos Santos, na época com 19 anos de idade, morreu no Hospital Tarcísio Maia pra onde foi socorrido. Bruno chegou a ser preso em flagrante e estava aguardando julgamento em liberdade. A Polícia não confirma se a morte de Bruno está relacionada com o crime que ele era acusado

Fonte: O Câmera

 

Noticias

Por Thiago Gomes e Patrícia Mendonça

Movimento deve durar 48 horas, conforme informa categoria

A paralisação de 48 horas dos peritos oficiais de Alagoas deve suspender cerca de 70% dos serviços executados e que são de competência da Perícia Oficial do Estado. A categoria fez um ato público na manhã desta segunda-feira (23), em frente ao órgão, no centro de Maceió, e reafirmou que apenas 30% das atividades devem ser mantidas no período.

O laboratório de DNA, as perícias nos locais de crime, emissão de laudos e necropsias ficam comprometidos, segundo garantem os líderes do movimento.

O levantamento pericial só será feito um a cada três casos que aparecerem. Os peritos informaram que os exames internos nas áreas de falsificação de documentos, testes de DNA, de química, balística, informática e microvestígios ficam suspensos durante a paralisação.

No IML, eles disseram que só devem dar suporte em procedimentos feitos em pessoas vivas (mulheres e crianças). A colaboração nas necropsias ficam restrita a 30% da demanda que surgir.

Após as 48 horas de paralisação, a categoria irá se reunir para analisar a possibilidade de continuar de braços cruzados caso o governo não atenda aos pedidos. Segundo o secretário do Sindicato dos Peritos, Wellington Melo, o padrão estipulado pela ONU aponta que o ideal seria o quantitativo de 500 profissionais na Perícia e no IML de Alagoas.

“Sempre que fazemos reivindicação, o governo diz que as portas estão abertas para negociação, mas faz é tempo que a gente não tem resposta do governo”, avalia Melo.

Ele disse que, no cadastro de reserva, existem peritos criminal, médicos legistas, papiloscopistas e técnicos forenses. “O nosso processo hoje está no Gabinete Civil e só depende do governo para ser realizada a nomeação”, afirmou Vanessa Macedo, integrante do cadastro de reserva da Perícia Oficial.

“O nosso concurso é de 2013. O prazo para se vencer é em junho, para efetivação da nomeação precisa do curso de formação, que dura dois meses, ou seja, já devíamos ter iniciado”, comenta ela.

Nesta terça-feira, os peritos pretendem fazer um novo ato em frente à Perícia Oficial.

NOTA DA SEPLAG

O Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), tem procurado resolver todos os pleitos do Sindicato dos Peritos Oficiais de Alagoas, respeitando as possibilidades financeiras do Estado.

Além de lamentar a decisão de paralisação da categoria, a Seplag reforça que a Mesa de Negociação continua sendo o canal de diálogo com os servidores públicos estaduais e que o Governo está aberto para receber e conversar com todas as partes que trabalham pelo bom andamento da máquina pública.

Notas

O Governo do Estado conclui até o próximo sábado (07) o pagamento de março de 98 mil dos 112 mil servidores do Estado, o que equivale a 87% da folha. Os 36 mil servidores da Educação, Saúde e órgãos indiretos que possuem arrecadação própria já receberam os salários de março em 28/03, dentro do mês trabalhado.

Recebem no próximo dia 07/04 os 22 mil servidores da segurança – SESED, SEJUC, PC, PM, CBM, ITEP e policiais do Gabinete Civil e da VICE-GOVERNADORIA (ativos, inativos e pensionistas, PM e CBM) e os 39 mil servidores das demais categorias que ganham até R$ 4 mil. O pagamento dos servidores que ganham acima de R$ 4 mil será divulgado em breve.

O décimo-terceiro salário será pago em 30/04 aos servidores que ganham entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. O benefício dos servidores que ganham até R$ 2 mil já foi pago no último dia 29/03 e o décimo dos servidores da Educação e de órgãos indiretos com arrecadação própria já foi pago no final do ano passado. Em 30/04, o Governo do Estado terá pago o décimo a 58% dos servidores.

Assecom-RN

Notas

O governador Robinson Faria participou, às dez horas da manhã desta terça-feira (03), da entrega de 50 viaturas para reforçar a segurança pública do Estado. Os veículos foram doados pela Assembleia Legislativa do RN e serão distribuídos para os municípios do interior e capital.

Robinson destacou a importância dos poderes se unirem para combater a criminalidade. “O problema da insegurança é nacional e precisamos da união de todos para encontrar soluções. Agradeço a sensibilidade e iniciativa dos deputados em também colaborar com essa situação. Essas novas viaturas vêm para somar aos esforços do governo que já investiu mais de R$ 15 milhões na compra e locação de quase 500 veículos para o setor. Nosso trabalho contra o crime organizado continua para garantir tranquilidade da população”, afirmou o chefe do Executivo estadual.

Ao todo, são 34 veículos para a Polícia Militar, nove para a Polícia Civil, quatro para a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), dois para o Corpo de Bombeiros Militar, um para o Instituto Técnico-Científico de Perícia – ITEP, sendo 25 deles equipados com celas. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, ressaltou que “entendendo o momento de dificuldade e crise econômica que atinge todos os estados do país, a casa legislativa economizou e investiu cerca de R$ 5 milhões nesses veículos. Esperamos que as viaturas colaborem com o trabalho desenvolvido pelas polícias do Rio Grande do Norte”.

A secretária de Segurança do RN, Sheila Freitas, acrescentou que as viaturas “ajudarão no patrulhamento diário das polícias, além de beneficiar também o trabalho do Corpo de Bombeiros, Itep e secretaria de Justiça”.

A entrega dos veículos aconteceu na Praia do Forte, em Natal, e contou com a presença de deputados estaduais, secretários de estado, prefeitos e equipes da Segurança Pública.

Foto: Demis Roussos – Assecom-RN